O Petar

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) se localiza no sul do estado de São Paulo, entre os municípios de Apiaí e Iporanga.

Possui aproximadamente 36.000 hectares de um dos últimos remanescentes da Mata Atlântica no estado de São Paulo.

Suas montanhas, vales, cachoeiras, rios de águas cristalinas, cavernas, fauna e flora exuberantes tornaram o PETAR um ponto muito importante para o estudo da Mata Atlântica e para o ecoturismo brasileiro.

A presença das cavernas em conjunto com a Mata Atlântica preservada propicia ao visitante conhecer diversos ambientes, passar por alguns obstáculos, tomar banho de cachoeiras fora e dentro de cavernas.

Sua grande diversidade de roteiros permite agradar desde aos iniciantes até aos veteranos.

No PETAR é possível praticar exploração de cavernas (Espeleoturismo), Cascading (rapel em cachoeiras), Boia Cross nas águas cristalinas do Rio Betari, e muita caminhada em trilhas no coração da Mata Atlântica.

Normas e Dicas de visitação:

  • Obrigatório 01 monitor local a cada 08 pessoas (visitantes, guias de fora, professores…);
  • Intervalo de 20 minutos entre cada grupo (30 minutos nas caverna de Santana e Ouro Grosso);
  • Cada integrante do grupo deve possuir uma lanterna alimentada por baterias elétricas ou similares;
  • O visitante deverá utilizar calçado fechado, calça e camiseta com manga (curta ou longa) que proteja os ombros;
  • Todos deverão preencher uma ficha com dados pessoais no posto de controle de cada núcleo.
  • Traga mochila, repelente, protetor solar, capa de chuva, cantil e lanche para passar o dia.
  • Muito importante estar com as seguintes vacinas em dia; Febre Amarela, Tétano, Difteria, Hepatites A e B, Tríplice Viral e Antirrábica, não só para viajar para nossa região mas para qualquer lugar no país ou fora dele.

Núcleo Santana

É o principal núcleo de visitação do PETAR. Oferece diferentes roteiros de visitação tais como a caverna de Santana, a trilha do Betari (Caverna Água Suja, Caverna Cafezal e Cachoeiras das Andorinhas e Beija-flor também conhecida como Betarizinho) e a trilha do Morro Preto (Caverna do Morro-Preto, Cachoeira do Couto e Caverna do Couto). Suas trilhas são de fácil acesso e está localizado a 04 km do Bairro da Serra , onde se encontram a maioria das pousadas. Possui banheiros próximos ao kiosque dos guias.

Núcleo Ouro Grosso

Situado no bairro da Serra (alguns metros da comunidade local) conta com um centro de Educação Ambiental para o desenvolvimento de atividades junto à comunidade local e à rede escolar, como exemplo a administração de cursos a jovens da comunidade para a formação de monitores ambientais locais. Nesse núcleo situa-se a caverna Ouro Grosso, que é considerada por muitos espeleólogos, uma das mais difíceis do parque a ser concluída, devido a sua formação. Mas o trecho de visitação dessa caverna é bem acessível. Também faz parte desse núcleo a Caverna do Alambari de Baixo, a qual você passa por dentro de uma galeria de rio para atravessar essa caverna.

Núcleo Caboclos

Localizado na parte alta do PETAR, o Núcleo Caboclos é o que possui menor infra-estrutura. Não há pousadas, bares nem energia elétrica, portanto não há banho quente em seu camping. Além disso, há poucas cavernas próximas ao núcleo, sendo que as trilhas para a maioria delas são longas e extenuantes, explicando por que este é o núcleo menos visitado do PETAR. Mas essa falta de estrutura é muito bem compensada com lindas cavernas, paisagens muito bem preservadas além de se ter a verdadeira sensação de estar isolado da civilização.

Núcleo Casa de Pedra

Através de uma bela trilha, dá acesso para uma das cavernas com um dos maiores pórticos de entrada do mundo (215 metro de altura), a Casa de Pedra, a mesma encontra-se fechada para visitação, podendo apenas visitar o pórtico de entrada. O Núcleo conta com uma base de fiscalização e controle turístico.
O PETAR possui quatro “Núcleos” para a visitação turística: Núcleo Santana, Núcleo Ouro Grosso, Núcleo Casa de Pedra, Núcleo Caboclos. Os mais freqüentados são o Núcleo Santana e o Núcleo Ouro Grosso.

Cidade de Iporanga

Iporanga de origem tupi que significa "rio bonito", é uma referência ao Ribeirão Iporanga, na foz do qual se localiza o município. Os primeiros vestígios de ocupação europeia em Iporanga datam de 1600, sendo que só veio a ser habitada por este tipo de colonizador em meados de 1650 com a exploração do ouro, quando se deu a formação do garimpo de Santo Antônio.
É conhecida como "Capital das Cavernas", devido à grande incidência de cavernas na área do município. São cerca de 360 cavernas catalogadas, a maior concentração do Brasil e, possivelmente, do mundo. abriga um valioso patrimônio natural, composto por sítios espeleológicos, paleontológicos, arqueológicos e históricos além da grande diversidade biológica característica da Mata Atlântica preservada em toda sua extensão. Em 1999, essa região foi reconhecida como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.